Porque os clássicos nunca morrem

14 de abril de 2010

A vida de Émile Zola

Com 1 Comentario

Gostei tanto deste filme de 1937 que fiquei com vontade de conhecer a obra de Emile Zola (não ainda nenhum livro dele!).

O filme, como perceberam, é uma cinebiografia sobre o escritor francês Émile Zola (1840-1902). Quem interpretou o escritor foi o ator austríaco Paul Muni (seu nome verdadeiro era, Meshilem Meier Weisenfreund, ai, ai, ai). O filme ganhou três estatuetas do Oscar:  melhor filme, melhor ator coadjuvante e melhor roteiro (também merecia o de melhor ator para Paul Muni).


Émile Zola escrevia de forma realista os seus livros, tornando-se um representantes da escola literária Naturalista (lembram-se de Aluísio Azevedo em O Cortiço?).


Durante sua ascensão profissional, envolveu-se na defesa de um militar condenado injustamente de traição (mas, na verdade, foi por causa da sua fé judaica). O nome deste militar era Capitão Alfred Dreyfuss.


A esposa do capitão foi conversar pessoalmente com Emile Zola, pois reconhecia nele uma voz popular que levaria à inocência de seu marido.



Convencido, o escritor francês fez um manifesto em favor de Dreyfuss chamado J'accuse ("Eu acuso", em português). Era uma carta destinada ao presidente da França, que fora publicada no jornal L'Aurore, em 1898, a qual acusava o governo francês de antissemitismo, julgando e condenando precipitadamente.


Em 1902, Émile Zola foi encontrado morto por inalação de uma quantidade letal de monóxido de carbono, que veio de sua lareira, na sua residência. Alguns estudiosos não descartam hipótese de um homicídio. Alfred Dreyfuss conseguiu a iberdade em 1906.


É um filme excelente, que nos leva juntamente com Emile Zola, à não aceitação de qualquer injustiça, levando a crer que, a cada dia, há algo por trás de todo governo, seja qual for o país.

Assistam ao trailer do filme:


+1

1 comentários:

Anônimo disse...

Mais importante que a "...à não aceitação de qualquer injustiça, levando a crer que, a cada dia, há algo por trás de todo governo,...", é a defesa cotidiana de Emile Zola pela VERDADE E PELA JUSTIÇA. Vejam que ele abriu mão de ser um dos Imortais da Academia de Letras Francesa para defender a Verdade, contrapondo com as injustiças que ocorriam na sua época.

Adm. José Rosnei de Oliveira Rosa
joserosnei@yahoo.com.br
Florianópolis/SC, Brasil.

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