Porque os clássicos nunca morrem

23 de abril de 2010

Curiosidades - A Lista de Schindler

Com 2 Comentarios

• Ralph Fiennes ganhou 13 kg bebendo a cerveja Guinness para o seu papel. Spielberg escalou ele por causa de sua "maldade sensual".


• Claire Danes foi originalmente considerada por Spielberg para um papel, mas ela recusou por que ele não poderia providenciar para ela um professor no set. O papel para o qual ela foi considerada é desconhecido.

• Tim Roth foi considerado para o papel de Amon Goeth.

• Billy Wilder contribuiu para o primeiro rascunho do roteiro deste filme, e nos estágios iniciais foi considerado para a direção.

• Martin Scorsese recusou-se a dirigir este filme nos anos 80. Ele achava que não faria um trabalho tão bom quanto se o diretor fosse judeu.

A Lista de Schindler foi a apresentada a Steven Spielberg por Sid Sheinberg. Ele comprou os direitos do livro em 1982 na esperança que Steven Spielberg o dirigisse. O filme explodiu em sucesso na mesma época em que Sheinberg estava deixando a MCA/Universal.

• Spielberg começou a trabalhar neste filme na Polônia, na mesma época em que Parque dos Dinossauros estava em estágio de pós-produção. Ele trabalhava no Parque dos Dinossauros  via satélite, com a ajuda de George Lucas.

• A cena da "liquidação" no gueto de Cracóvia era apenas uma página no script original. Spielberg a transformou numa cena de 20 páginas e 20 minutos de filme baseando-se em depoimentos dos sobreviventes. Por exemplo, a cena em que o jovem homem escapa da captura pelos soldados alemães lhes dizendo que ele foi ordenado para tirar as bagagens da rua foi tirada diretamente de uma história de um sobrevivente.


• Como Spielberg não obteve autorização para filmar em Auschwitz, as cenas do campo de concentração foram filmadas em um set construído em um dos estúdios da Universal, construído à imagem e semelhança da real Auschwitz.

• A pessoa que coloca as flores em cima das pedras nos créditos finais é Liam Neeson e não Spielberg como algumas pessoas acham.

• O filme, como mostrado na maioria dos países, tem a canção Yerushalayim shel Zahav - Jerusalém de Ouro - no final. Quando o filme foi mostrado em Israel, as plateias riram disso, por esta canção ter sido escrita depois de 1967 como uma canção popular! Eles então redublaram com a canção Eli Eli, que foi escrita por Hannah Sennesh durante a Segunda Guerra Mundial, sobre o final, por ser mais apropriada.

• Steven Spielberg não cobrou um único centavo para trabalhar neste filme. Ele alegava que o dinheiro seria fruto de assassinatos. Todo o dinheiro que caberia a ele, até mesmo resíduos de direitos autorais, foram repassados à Shoah Foundation, a organização que gravou e arquiva os depoimentos de sobreviventes e testemunhas do Holocausto.


• O coprodutor Branko Lustig interpreta um garçom durante a primeira cena. Lustig é um dos sobreviventes dos campos de concentração nazistas e já produziu alguns outros filmes que abordavam este tema, incluindo A Escolha de Sofia (1982) e Shoah (1985).

• Steven Spielberg ofereceu a Roman Polanski a posição de diretor do filme. Polanski recusou, pois achava que o tema era muito pessoal para ele, que viveu no gueto de Cracóvia até os 8 anos de idade, e cuja mãe morreu num campo de concentração de Auschwitz. Polanski viria a dirigir depois O Pianista, seu próprio filme sobre o Holocausto.

• É dito que, durante as filmagens, a atmosfera foi tão depressiva que Steven Spielberg pediu para seu amigo Robin Williams se ele poderia filmar algumas cenas de comédia.

• Steven Spielberg inicialmente pretendia fazer o filme em polonês e alemão com subtítulos em inglês, mas voltou a ideia atrás por que ele não seria capaz de avaliar corretamente as atuações em línguas não familiares.


• Steven Spielberg deu a Liam Neeson vídeos caseiros de seu mentor Steve Ross - o chairman da Time Warner - para ajudá-lo a desenvolver o personagem de Schindler.

• A pedido de Steven Spielberg, Aaron Sorkin fez do "uma lavagem nos diálogos" no script excessivamente cheio de frases.

• Em outubro de 1980, o autor Thomas Keneally estava voltando para a Austrália quando parou no caminho para o aeroporto para comprar uma mala em uma loja de malas em Beverly Hills pertencente a Leopold Pfefferberg - que era um dos 1.200 salvos por Schindler. Entrou na sua loja de malas na Califórnia e saiu de lá com a história de Oskar Schindler, que decidiu contar. Ele fez com um grau de desenvolvimento só possível devido aos muitos que sobre ele quiseram falar. Entre estes, dezenas de "schindlerjuden" (Judeus Schindler), ou seus descendentes, como Pfefferberg, salvos por ele de um destino que foi o de mais de seis milhões na Alemanha nazista. Keneally ganhou com A Lista de Schindler o Booker Prize em 1982.

• Steven Spielberg finalmente resolveu fazer o filme quando executivos do estúdio perguntaram a ele por que ele simplesmente não fazia uma doação de algum tipo ao invés de desperdiçar o tempo e o dinheiro de todos num filme deprimente.

• Para recolher trajes para 20.000 figurantes, o desenhista de roupas colocou propagandas em que procurava roupas. Como as circunstâncias econômicas eram pobres na Polônia, muitos pessoas estavam ansiosas para vender as roupas que possuíam desde a década de 1940 e 1950.


• De acordo com os diretores de arte, nenhum verde foi usado no set na forma de cor ou roupas por que eles não apareceriam bem no filme preto e branco. Atenção especial foi dada para a quantidade de luz ou tinta usado no set para aparecer corretamente no filme, para não ser diferente de como seria visto na vida real.

A Lista de Schindler foi o primeiro filme em preto e branco a ganhar o Oscar de Melhor Filme desde Se meu apartamento falasse (1960).

A Lista de Schindler filme ocupa o honroso 9º lugar na lista dos 100 maiores filmes americanos de todos os tempos do AFI - American Film Institute.

• Ao custo de 25 milhões de dólares, este é o filme em preto e branco mais caro da história.

+1

2 comentários:

Sônia disse...

Filme que sempre vale a pena ver. É triste ter que ver o holocausto e as consequencias violentas da brutalidade ocorridas na segunda guerra mundial. O filme é muito bem feito...parece até que o telespectador tá passando por todas aquelas situações desumanas do filme. A trilha sonora também é ótima.

Marcia Moreira disse...

Sônia, é verdade. A primeira vez que vi foi logo depois da premiação do Oscar, juntamente com meus irmãos. Gostei da forma realista e impecável com que foi tratado o assunto do Holocausto, e ainda tem gente negando este fato.
Um abraço e obrigada por ler o meu blogue.

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