Porque os clássicos nunca morrem

5 de julho de 2010

Um pouco sobre Audrey Hepburn

Com 3 Comentarios

“Ela queria ser amada desesperadamente, mas não escolheu bem seus maridos", afirmou o biógrafo das estrelas de Hollywood, Donald Spoto, autor de Enchantment: The Life of Audrey Hepburn. A bela namoradinha da América, gostava muito de namorar e não conseguia levar um relacionamento por muito tempo, despertando na imprensa norte-americana a pergunta: "Ela tem medo de casar?". Tão logo começaram os rumores, Audrey Hepburn noivou com o jovem empresário inglês James Hansen, a quem ela disse ter se apaixonado a primeira vista.

 
Às vésperas de seu casamento, em 1952, a bela jovem de 23 anos veio a público: "Talvez quando eu tiver quatro ou cinco filmes lançados e puder me afastar por alguns anos eu vou me casar". Ela, que rompeu o noivado, explicou seus motivos ao repórter da revista Filmland, Joe Hyams, dois anos depois. "Quando eu me casar, quero que dê certo e meu casamento com Jimmy não funcionaria enquanto ele estivesse na Inglaterra a negócios e eu em Hollywood fazendo filmes".


Após o rompimento, Audrey namorou homens muito mais velhos com quem também atuou nos filmes. O motivo, segundo apontaram psicólogos à imprensa na época, era o abandono de seu pai que ela buscava compensar nos seus relacionamentos e o fato de ser muito mais madura do que qualquer rapaz de sua idade. Acabou casando-se com o ator e diretor Mel Ferrer, com quem teve um filho, Sean Ferrer.



Com o fim do casamento, relacionou-se com alguns colegas de trabalho como os atores Albert Finney e Ben Gazzara, com o autor teatral Robert Anderson e um famoso psiquiatra italiano, Andrea Dotti, com que se casou pela segunda vez e teve seu segundo filho, Luca Dotti.


Depois de inúmeros sucessos na carreira e um Oscar na estante, o último papel que Audrey interpretou foi de embaixatriz da Unicef. Desde a década de 1950, a atriz dedicava-se ao trabalho voluntário para arrecadar fundos para missões da ONU em prol de crianças no mundo inteiro, mas foi nos seus últimos 15 anos que ela abandonou as telas de Hollywood para participar ativamente das campanhas.


Durante sua visita a Bangladesh em outubro de 1989, o fotógrafo da ONU, John Isaac, declarou aos jornais: "Geralmente as crianças têm muitas moscas voando em volta delas, mas ela (Audrey Hepburn) simplesmente ia até lá e as abraçava. Eu nunca havia visto aquilo. Outras pessoas têm alguma hesitação, mas ela simplesmente as agarrava. As crianças vinham para agarrar a mão dela, tocá-la".

Anos passaram e já se iam inúmeras entrevistas em emissoras de todo o mundo, em diversos idiomas, conferências de imprensas, comerciais e eventos de caridade, e Audrey, apesar dos olhos cansados, narrava com a mesma intensidade os acontecimentos da última visita à Somália, em setembro de 1992. "Eu andei em um pesadelo", disse ela na época a alguns veículos internacionais. "Eu havia visto fome na Etiópia e em Bangladesh, mas jamais havia visto uma coisa assim - era muito pior do que eu havia imaginado. É muito difícil falar nisso porque é indescritível".

Do campo de refugiados Baidoa que estivera à época, ela declarou: "Uma das primeiras coisas que vi foi que eles estavam enchendo um caminhão com os mortos daquela noite, e a maioria deles eram muito pequenos. Apenas uma noite de mortos e havia mais de cem". Cerca de 15 semanas depois desses depoimentos, Audrey deixava sua família, carreira e o trabalho na Unicef, que desempenhou com tanto sentimento, vítima de câncer no intestino.



Fonte: MSN

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3 comentários:

Sônia disse...

Amei a matéria sobre a Audrey. Um abraço e que o seu blog continue crescendo cada vez mais.

Marcia Moreira disse...

Obrigada, Audrey e você tem razão. Audrey Hepburn foi uma pessoa maravilhosa.

alan raspante. disse...

Olha, não tinha visto essa ótima matéria!
Audrey foi uma mulher maravilhosa, um exemplo!

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