Porque os clássicos nunca morrem

12 de julho de 2010

For whom the bell tools (1943)

Com 2 Comentarios

Ontem foi a final da Copa do Mundo com as seleções da Holanda e da Espanha competindo para ver quem iria levantar o caneco de campeão. Confesso que estava em cima do muro, pois ambas as seleções nunca ganharam um título mundial de futebol, porém acreditava que o bom futebol espanhol iria ganhar. Pois bem, e não é que a seleção de Antônio Banderas, Penelope Cruz, Javier Barden dentre outros espanhóis conhecidíssimos no mundo da sétima arte, levantou o caneco ontem?

Fiquei feliz e com a dúvida de como homenagear este país de língua românica (assim como o português, francês e italiano, providos do latim). Pensei, pensei e me lembrei do filme Por quem os sinos dobra, um belo clássico tanto do cinema como da literatura universal. Um filme belíssimo na fotografia, no roteiro e nas interpretações maravilhosas de Ingrid Bergman, Gary Cooper e, em especial, Katina Paxinou.

Como disse, o filme é uma obra-prima do escritor americano, Ernest Hemingway, que contou com sua experiência como jornalista duranta e Guerra Civil espanhola, em 1937, tornando-se um aliado às forças republicanas contra o fascismo do ditador Franco.

O cenário é uma Espanha devastada pelos soldados de Franco durante a Guerra Civil. Nele, encontramos Robert Jordan (Gary Cooper), um americano especialista em bomba que lutava contra Franco pelas Brigadas Internacionais. Jordan recebeu a missão de explodir uma ponte em ocasião a um ataque simultâneo à cidade de Sergóvia.

Durante a sua jornada, encontra-se com um grupo de espanhóis escondidos nas montanhas, liderados por Pilar (Katina Paxinou). Lá, conhece também a bela Maria (Ingrid Bergman), cujos pais foram assasinados por Franco. Jordan e Maria se apaixonam.



A atriz grega Katina Paxinou recebeu o Oscar de melhor atriz coadjuvane pelo papel de Pilar. O filme também concorreu nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Ator (Gary Cooper), Melhor Atriz (Ingrid Bergman), Melhor Ator Coadjuvante (Akim Tamiroff), Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia Colorida, Melhor Edição e Melhor Canção.


Hemingway escreveu a personagem Maria pensando justamente em Ingrid Bergman. Esta, após as filmagens de Casablanca, teve que cortar os seus cabelos para fazer a personagem.


Pra finalizar, deixo a frase do poeta e escritor inglês, John Donne (1572-1631) em sua Meditação XVII, escrita em 1624: "Não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por Ti".


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2 comentários:

M. disse...

Realmente um filme inesquecível, adorei o texto e fotos. Um abraço.

Maurélio disse...

Adorei o espaço, filmes clássicos inesquecíveis.
Blog super interessante

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