Porque os clássicos nunca morrem

22 de dezembro de 2011

All quiet on the western front (1930)

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All quiet on the western front foi o segundo filme do gênero de guerra a ganhar o Oscar de Melhor Filme - o primeiro foi Wings (1928). O cenário são os campos de batalha da Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918), e os protagonistas, jovens alemães idealistas, românticos e patrióticos que perderam tudo isso quando se confrontaram com a realidade de uma guerra.


A impressão que tive ao assistir All quiet on the western front foi de romantismo e realismo ao mesmo tempo: romantismo porque, no começo do filme, havia jovens ansiosos em se alistarem para a guerra com a ilusão de se tornarem grandes heróis; realismo porque esses mesmos jovens, no front de batalha, se depararam com a mais sangrenta das realidades.


As cenas de batalha são tão realistas que algumas foram incorporadas a documentários sobre a Primeira Guerra Mundial.


A última cena, em que um dos jovens soldados, interpretado por Lew Ayres, em um momento de ternura no front, estica a mão para tentar pegar uma borboleta. Se não fosse a guerra, teríamos um final feliz. Essa cena foi filmada alguns meses após a gravação, cuja mão era do próprio diretor, Lewis Milestone; essa mesma mão segurou o Oscar de Melhor Diretor.


Para finalizar, quero deixar a cena de batalha com duração de dez minutos, sem falas, a qual considero uma das melhores do filme.



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