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11 de setembro de 2012

Akira Kurosawa e Hollywood

Akira Kurosawa
Akira Kurosawa foi um diretor japonês com grande popularidade internacional, cujos filmes eram bem semelhantes aos americanos, mas fiel às tradições japonesas. Os filmes mais conhecidos de Kurosawa tinham, como protagonistas na maioria das vezes, samurais, que eram guerreiros da organização feudal do Japão.

Três dos filmes de Kurosawa foram transformados em faroestes na década de 1960, em Hollywood. Os três filmes do diretor japonês foram estrelados pelo ator chinês Toshirō Mifune, que trabalhou com Kurosawa em mais de 15 filmes.

Toshirō Mifune

Vejam, a seguir, os filmes de Kurosawa e as refilmagens americanas:

Rashomon (1950)


O filme trata do assassinato de um samurai, cuja esposa havia sido estuprada antes pelo bandido. Para isso, são chamados para testemunhar um lenhador, um sacerdote, o bandido, a mulher do samurai e a vítima (que testemunha por meio de um médium). Com isso, o filme se transforma com várias cenas de flashbacks, mostrando depoimentos diversificados das testemunhas. "Rashmon" seria o nome das ruínas de pedras onde se conta a história. O filme ganhou um Óscar Honorário de Melhor Filme em Língua Estrangeira, o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro atualmente.


Em Hollywood, virou:

The outrage (1964)


"Quatro confissões" título em português, é um filme estrelado por Paul Newman que trata do assassinato de um coronel por um bandido no final do século XIX. Mas os depoimentos das testemunhas (o bandido, a mulher do coronel, um velho índio e um prospector) se diferem.



Os sete samurais (1954)


A história se passa no século XVI, em uma aldeia de lavradores que sofria com ataques frequentes de bandidos. Cansados disso, os lavradores, por não possuírem armas nem domínio de luta, buscam ajuda de samurais (ou seja, de “profissionais”) para acabar com esses ataques.


Essa história lembra outra:

Sete homens e um destino (1960)


Em vez do Japão, a história acontece em um vilarejo de mexicanos que sofre com a onda de saques de uma gangue. Com isso, os mexicanos, que não têm armas, nem sabem lutar, contratam os “serviços” de sete pistoleiros. O filme tem estrelas como Yul Brynner, Steve McQueen, Eli Wallach, Charles Bronson, James Coburn dentre outras.



Yojimbo (1961)
Nesse filme, um samurai chega a uma cidade que sofre com a guerra entre duas gangues. Ele se aproveita da situação, aliando-se às duas gangues.


Isso não lembra outro filme?

Por um punhado de dólares (1964)

Clint Eastwood, o pistoleiro sem nome, chega a uma cidade mexicana próxima à fronteira dos EUA, onde encontra duas gangues em constante guerra. Com isso, aproveita-se da situação para ganhar “um punhado de dólares”, ora se aliando a uma gangue, ora a outra. Kurosawa chegou a dizer que esse filme “era um ótimo filme, mas é o meu filme”.

30 de dezembro de 2011

Guess who's coming to dinner (1966)


Como estou de férias, estou aproveitando para assistir a alguns clássicos que deveria ver antes de morrer. Ontem, finalmente, assisti a este clássico de 1966 com ótimas atuações de Sidney Poitier e Spencer Tracy, um dos meus atores favoritos.

Não imaginava que o racismo era muito presente e perigoso de se comentar naquela época e que se casar com alguém de outra raça era uma decisão bem difícil e que poderia acarretar em problemas no futuro.

E foi isso que o personagem de Tracy disse ao fazer o maravilhoso discurso moral e realista na cena final do filme. Pena que o ator não pode contemplar isso, pois faleceu uma semana depois do término das filmagens.

Deixo o link desta cena que, infelizmente, não está dublado ou legendado, mas fica aí como degustação do último trabalho de Spencer (perdoe-me a intimidade).

11 de agosto de 2011

Dia do Advogado: uma homenagem a Atticus Finch de "O sol é para todos"


Hoje é Dia do Advogado e me lembrei deste personagem memorável do filme O sol é para todos, interpretado por um dos meus atores favoritos, Gregory Peck.

É um grande clássico que vale a pena assisti-lo, que trata da coragem de um advogado em defender um negro acusado de estupro em um lugar onde a discriminação racial era muito forte. Gregory ganhou o Oscar de Melhor ator pela seu Atticus Finch.

Em homenagem aos advogadados, clássicos ou não, e para o meu irmão advogado, deixo este filme como sugestão clássica e homenagem a estes profissionais. Viva, Atticus.



17 de fevereiro de 2011

Dio, come ti amo


Uma bela noite, após um longo dia de trabalho, cheguei em casa. Foi quando a minha mãe me mostra um filme que havia ganhado de minha irmãzinha caçula, sendo um dos favoritos da minha mãezinha. Depois, fiquei sabendo que, quando chegou ao Brasil no final da década de 1960, foi um alvoroço para assisti-lo, cujas canções foram parar nos bailinhos daquela época

O filme de 1966 se chama Dio, come ti amo (Deus, como eu te amo, em português), um romance água com açúcar em que a protagonistas canta até quando vê uma barata!

Um dia, resolvi assistir ao filme juntamente com minha mãe para conhecê-lo melhor. Conta a história de uma bela jovem e humilde chamada Gigliola (interpretada por Gigliola Cinquetti, uma cantora bem conhecida pelos italianos e com uma bela voz) que viaja para a Espanha.


Lá, hospeda-se na casa de sua amiga rica, Ângela – até aí, tudo bem. Depois, Gigliola conhece o noivo de sua amiga, Luis, daí já conhecemos a história: o cara se apaixona pela amiga da noiva, sendo correspondido, ora bolas! Pensei: grande amiga esta Gigliola! Bom, no final, tudo dá certo: ninguém mata ninguém, não há trama vingativa etc.

Em todo o filme, ela dá uma paradinha para cantar. No final, todos já sabemos o enredo: ela canta mais uma vez para convencer o seu amado a ficar com ela. Que romântico!

Esta é uma pedida para os apaixonados no Valentine’s Day assistirem juntinhos no sofá, e ficarem cantarolando Non ho l'età.


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