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15 de outubro de 2010

Oscar aos melhores intérpretes de professores

Ser professor não é fácil e, mesmo sabendo disso, estes profissionais tão distintos continuam a se esforçar para que seus alunos se tornem grandes cidadãos no futuro.

Como boa amante do cinema, será que os professores não mereciam um Oscar só pelo fato de serem professores? Bom, a Academia já fez isso, premiando atores que fizeram papeis educadores. Vamos lá?

Paul Newman interpretou Eddie Felson, um ex-jogador de sinuca que ensinou um novato a ser tão bom quanto ele em A cor do Dinheiro, de 1985. Ou seja, foi professor do personagem de Tom Cruise.


Nesta versão de My fair lady (1964), Rex Harrison interpretou o professor de fonologia, Henry Higgins, e abocanhou o prêmio máximo da Academia.


Robert Donat foi o querido e exigente professor Arthur Chipping no filme Goodbye, Mr. Chips, de 1940.


A grande professora Anne Sullivan (O milagre de Anne Sullivan, 1962), interpretada por Anne Bancroft, não podia ser esquecida.

E o que dizer de Louis Pasteur do filme A história de Louis Pasteur (1935), interpretado pelo grande Paul Muni. Antes das suas descobertas, ele foi professor de Química, não sabiam?

Ser professor(a)

Falar da docência é falar das várias profissões que transpõem e se sobrepõem a esta.

Enquanto professores...



Somos mágicos,
ao fazermos malabares com diversas situações que atingem nossa imagem e a vida pessoal.



Somos atores, somos atrizes,
que interpretam a vida como ela é, sentimos e transmitimos emoções ao conviver com tantas performances.




 Somos médicos,
ao receber crianças adoentadas pela miséria, pela falta de tempo da família, pela carência de tempo de viver a própria infância.



Somos psicólogos,
ao ouvir as lamentações advindas de uma realidade dura,
que quase sempre nos impede de agir diante do pouco a se fazer.



Somos faxineiros,
ao tentarmos lavar a alma dos pequenos,
das mazelas que machucam estes seres tão frágeis e tão heroicos ao mesmo tempo.



Somos arquitetos,
ao tentarmos construir conhecimentos, que nem sabemos se precisos, que nem sabemos se adequados.



  É só parar para pensar que talvez seja possível encontrar em cada profissão existente um traço de nós professores. Contudo, ser professor, ser professora é ser único, pois a docência está em tudo, passa por todos, é a profissão mais difícil, mas a mais necessária.


Ser professor é ser essência,
não sabemos as respostas.
 Estamos sempre tentando,
Às vezes acertamos, outras erramos, sempre mediamos.

Ser professor é ser emoção
Cada dia um desafio
Cada aluno uma lição
Cada plano um crescimento.


 Ser professor é perseverar, pois, diante a tantas lamúrias
“não sei o que aqui faço, por que aqui fico?”
fica a certeza de que...
Educar parece latente, é obstinação.


Ser professor é peculiar,
Pulsa firme em nossas veias,
Professor ama e odeia seu ofício de ensinar
Ofício que arde e queima
Parece mágica, ou mesmo feitiço.
Na verdade, não larga essa luta que é de muitos.
O segredo está em seus alunos, na sua sala de aula, na alegria de ensinar
a realização que vem da alma e não se pode explicar.
Não basta ser bom... tem que gostar.



Soraia Aparecida de Oliveira,
professora do Ensino Fundamental,
Escola Municipal Nilza de Lima Sales, Brumadinho, MG.