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22 de dezembro de 2011

All quiet on the western front (1930)

All quiet on the western front foi o segundo filme do gênero de guerra a ganhar o Oscar de Melhor Filme - o primeiro foi Wings (1928). O cenário são os campos de batalha da Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918), e os protagonistas, jovens alemães idealistas, românticos e patrióticos que perderam tudo isso quando se confrontaram com a realidade de uma guerra.


A impressão que tive ao assistir All quiet on the western front foi de romantismo e realismo ao mesmo tempo: romantismo porque, no começo do filme, havia jovens ansiosos em se alistarem para a guerra com a ilusão de se tornarem grandes heróis; realismo porque esses mesmos jovens, no front de batalha, se depararam com a mais sangrenta das realidades.


As cenas de batalha são tão realistas que algumas foram incorporadas a documentários sobre a Primeira Guerra Mundial.


A última cena, em que um dos jovens soldados, interpretado por Lew Ayres, em um momento de ternura no front, estica a mão para tentar pegar uma borboleta. Se não fosse a guerra, teríamos um final feliz. Essa cena foi filmada alguns meses após a gravação, cuja mão era do próprio diretor, Lewis Milestone; essa mesma mão segurou o Oscar de Melhor Diretor.


Para finalizar, quero deixar a cena de batalha com duração de dez minutos, sem falas, a qual considero uma das melhores do filme.



4 de agosto de 2011

Grand Hotel: Première


Grand Hotel é um daqueles clássicos que devemos assistir antes de morrer. Para quem não sabem, foi uma das grandes investidas da MGM para sair de um buraco financeiro, contratanto várias estrelas hollywoodianas. Tudo isso graças a um jovem e competente manager da MGM, Irving Thalberg.

Foi neste filme em que vi, pela primeira vez, as atuações de Joan Crawford bem jovem, e de John Barrymore, com muita emoção em saberm que ele seria avô da talentosa Drew Barrymore. Lione, seu irmão, estava fabuloso como sempre.

Confesso que não gosto muito das atuações da Greta Garbo, muito dramática para o meu gosto, mas gostei muito, em especial, de Wallace Berry, futuro ganhador do Oscar. Aliás, este filme concorreu ao Oscar em uma única categoria, a de Melhor Filme, e ganhou.

A seguir, um pequeno filme da première do filme em 1932, reunindo várias estrelas daquela época como Jean Harlow, Clark Gable dentre outros. Agora, ganha um prêmio quem descobrir onde está a Greta Garbo.

6 de março de 2011

42nd Street (1933)


42nd Street foi o musical que revitalizou o gênero, sendo considerado um musical de bastidores, ou seja, que mostra os ensaios e as dificuldades de se montar um grande espetáculo na Broadway, com uma bem-sucedida estreia.

O elenco do espetáculo tem de tudo, desde garotas ingênuas que se acham estrelas até damas de vida duvidosa. Dentre elas, está Peggy Sawyer (Ruby Keeler), que assume na última hora o lugar principal de Doroty Brock (Bebe Daniels). Outra figura marcante foi o diretor musical Julian Marsh (Warner Baxter).

Ruby Keeler, George Brent e Bebe Daniels
 
Warner Baxter como o diretor musical Julian Marsh
Um dos números de dança desse musical é o título do filme, protagonizado por Ruby Keeler.

VuuTV - Watch Video

A neta de Ruby Keeler fez esse vídeo cantando e dançando os mesmos passos de sua avó em 42nd Street.

3 de maio de 2010

I am a fugitive from a Chain Gang


Sou meio suspeita em falar de Paul Muni, um dos meus atores favoritos. 

Nesta último sábado, assistia a O fugitivo (1932), cujo título original é I am a fugitive from a Chain Gang. É um filme que denuncia as condições de tratamento desumanas nas prisões americanas daquela época, em que os condenados executavam trabalhos forçados.

Este filme concorreu a três estatuetas do Oscar nas categorias: Melhor Filme, Melhor Ator (claro, Paul Muni) e Melhor Som.

 

Paul Muni interpreta um veterano da I Guerra Mundia, James Allen, que retorna pra casa e reencontra sua família.


 

Mesmo com um emprego garantido, James decida se tornar um engenheiro na construção civil. Mas, para isso, precisaria viajar e conseguir se estabelecer profissionalmente.

Na cidade grande, James se envolve em um grande: sendo forçado a cometer um assalto, foi preso em flagrante e condenado a 10 anos de trabalhos forçados.




Percebendo o tratamento desumano oferecido aos condenados, James resolve fugir com a ajuda de um amigo da prisão. De herói de guerra a um fugitivo penitenciário.


 

Com um nome falso, James consegue um emprego em uma construtora civil. Os empresários, percebendo uma grande competência profissional, promove-o a um cargo de supervisão. Com isso, o fugitivo agora se tornou um próspero homem.

Agora que se tornou um "cidadão decente", James se envolve em mais um problema: sua esposa, Marie, descobre que é um fugitivo penitenciário e o chantageia, caso ele termine o casamento com ela.


Mesmo com este problema, James finalmente conhece o amor de sua vida, Hellen. Mas ainda está casado com Marie, que vive de aparências. Mesmo assim, James não aguenta mais e pede o divórcio, correndo o risco de ser desmascarado. Com isso, Marie o entraga à polícia, voltando aos trabalhos forçados até cumprir definitivamente a sua pena.

Chicago, a cidade onde vivia e trabalhava, estava ao lado de James devido aos seus bons serviços prestados. Com isso, deu-se início ao julgamento de seu indulto, porém foi negado, levando James a mais uma desilusão.
James não aguenta mais tanto sofrimento, levando a fugir novamente, tornando-se um fugitivo pelo resto da vida.






Vejam o trailer do filme:

14 de abril de 2010

A vida de Émile Zola


Gostei tanto deste filme de 1937 que fiquei com vontade de conhecer a obra de Emile Zola (não ainda nenhum livro dele!).

O filme, como perceberam, é uma cinebiografia sobre o escritor francês Émile Zola (1840-1902). Quem interpretou o escritor foi o ator austríaco Paul Muni (seu nome verdadeiro era, Meshilem Meier Weisenfreund, ai, ai, ai). O filme ganhou três estatuetas do Oscar:  melhor filme, melhor ator coadjuvante e melhor roteiro (também merecia o de melhor ator para Paul Muni).


Émile Zola escrevia de forma realista os seus livros, tornando-se um representantes da escola literária Naturalista (lembram-se de Aluísio Azevedo em O Cortiço?).


Durante sua ascensão profissional, envolveu-se na defesa de um militar condenado injustamente de traição (mas, na verdade, foi por causa da sua fé judaica). O nome deste militar era Capitão Alfred Dreyfuss.


A esposa do capitão foi conversar pessoalmente com Emile Zola, pois reconhecia nele uma voz popular que levaria à inocência de seu marido.



Convencido, o escritor francês fez um manifesto em favor de Dreyfuss chamado J'accuse ("Eu acuso", em português). Era uma carta destinada ao presidente da França, que fora publicada no jornal L'Aurore, em 1898, a qual acusava o governo francês de antissemitismo, julgando e condenando precipitadamente.


Em 1902, Émile Zola foi encontrado morto por inalação de uma quantidade letal de monóxido de carbono, que veio de sua lareira, na sua residência. Alguns estudiosos não descartam hipótese de um homicídio. Alfred Dreyfuss conseguiu a iberdade em 1906.


É um filme excelente, que nos leva juntamente com Emile Zola, à não aceitação de qualquer injustiça, levando a crer que, a cada dia, há algo por trás de todo governo, seja qual for o país.

Assistam ao trailer do filme: